domingo, 22 de fevereiro de 2015

A procura do perfeito encaixe


Quem disse: 
- A vida será fácil!
- Logo, logo, terei a quem amar de verdade!

Como num jogo, nem todas as peças se encaixam.
Podem perecer iguais, no verso...
Mas, não encaixam no reverso.
Mal ajustados, tentamos levar uma vida de aparências,
pensamos que tudo vai se acalmar com o tempo.
Sofremos muito com isso.

O tempo não nos é perfeito,
nem ele consegue nos explicar 
por quanto tempo vamos esperar.
Nos cabe, fazer o encaixe certo, 
na peça destinada a montagem,
Como num jogo, um quebra cabeças.

Tente sempre, não desista nunca, 
quem sabe ache o "lego" certo.
O encaixe perfeito, 
pode estar bem próximo ao alcance da mão.
Se sentir que pode se soltar, 
o solde bem firme.
Com amor, desejo e paixão ardente, 
para que ele nunca mais se solte.

Gerson Araujo Almeida
(Dedicado a amiga Carmem).

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Lua de nossas querências


Um poema foi sugerido,
baseado numa imagem enviada.
Vamos ver se é fácil, 
desenvolver tal empreitada.

Sobre a Lua, muito já foi dito, 
quase fico sem idéias para isso,
mas, a inspiração sempre nos persegue, 
poetas ambulantes e amantes que somos,
do tal astro.

Me permitam então, 
discorrer sobre o mesmo, 
e de vocês aplausos, se possível merecer.
Modéstia parte, 
cada palavra dita sobre ela, nos desperta
paixões adormecidas.

Poemas sofridos pela saudade, 
pela distância, pela carência do contato.
Lua que me fascina, 
que me trás recordações, 
dos banhos de prata acompanhados,
ao seu lado minha querida, 
amada do poeta que espera um dia te tocar.

Nada mais agradável, 
associar teu nome a ela, 
desejar este banho de Lua,
no aconchego do nosso propenso lar, 
criado em nossas mentes.
Alimentado por nossas carências e desejos de amar.

Possa vela no horizonte e não poder tocá-la, 
posso ver tua imagem e não poder te mandar o calor que sinto, 
o desejo que alimento em te ter comigo.
Nada mais gratificante que receber de ti a mensagem:
"- Estou aqui meu amor!"

Que nossos brilhos nunca a ofusquem, 
que possamos olhar no firmamento, 
a Lua de nossas querências, por muito tempo.

Gerson de Araujo Almeida

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Lembranças e saudade.


Não importa a idade, sempre sentiremos saudade.
Que seja por um brinquedo que quebrou,
por uma guloseima a muito saboreada.
Pelo desejo já realizado, que até hoje só ficou na lembrança.

Lembrança, sempre companheira da saudade,
parecem amantes, nunca desgrudam.

Lembro de ti todos os dias até hoje,
nunca, espero esquecer aqueles momentos lindos,
quando se apresentava e me mostrava tuas realidades.
Estas imagens, que me encantou até hoje, não me sai da cabeça.
Lembrança de ti, minha gostosa saudade.

Tens nome e enredo, uma história adulta e recheada,
de momentos maravilhosos e encantadores.
Foste a razão de meus dias, minha adorada e querida,
pecadora e amante, adoradamente sufocante.
Mas, sempre buscávamos encurtar nossas distâncias.

Faltou o toque, a mão para sentir o calor,
a maciêz da pele, o enrrugar da carne.

Lembro e sinto saudade,
das tarde iluminadas, salpicadas de desejos.
Jurávamos nossos segredos, sem ter a certeza de cumprí-los.
Se um dia poderíamos estar juntos.

Na memória aquela casa no campo,
no alto daquela nossa colina.
O tapete azul da sala, sobre a mesa a jarra de chá,
sobre a toalha rendada, num lindo fim de tarde.

O sonho ainda existe, a mente ainda alimenta o desejo...,
o desejo ainda insiste e acredita que poderemos um dia,
realizá-lo...

Gerson Araujo Almeida

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Um dia te levo comigo


Quando será este dia, 
como desejaria que fosse logo.
Poder me emaranhar em teus cabelos, 
beijar tua boca,
não mais me privar de teu corpo.
Saber que podemos tudo, a qualquer hora, dia ou noite.
Nossa casa de nossos sonhos, nosso ninho de amor.
Construir com as pedras de nossos caminhos.

Cada momento mágico, poder viver e sentir,
nossas bocas molhadas,
 corpos suados, trêmulas mãos. 
Repletas de nossas paixões, 
sedentas de nossas luxúrias.

Como não desejar que me leve um dia,
por caminhos nunca trilhados, 
por veredas inexploradas.
Sentir a brisa em nossos rostos, 
pegar as rosas do caminho e te adornar.
Te namorar tem sido meu maior prêmio, 
como um tesouro descoberto.

Deusa de meus sonhos, como te desejo...

Um dia te levo comigo.
Só espero poder te mostrar o amor que guardo para ti
Me leva, me reclama, seja minha dona,
nada mais quero desta vida, 
senão em derradeiro momento,
estar ao teu lado para sempre.

Gerson Araujo Almeida

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Benditos espelhos da mente.


Pode o corpo não nos responder,
as perguntas que façamos.
Aos gestos que empreguemos na hora do amor.
Podemos ser incapazes de fazer durar, 
a tensão em nossos músculos.

Como sinto falta dos anos que se foram, 
do vigor de uma vida passada.
Posso ser mal entendido, 
talvez incompreendido em meus desejos.
O olhar que me desperta por vezes 
me basta e acende a centelha da paixão.

Nada mais vigoroso que os gestos  
e posições que o corpo assume nestas horas.
A beleza está nisso,
 olhar com os olhos do amante, 
que não olha os defeitos, 
as marcas, as cicatrizes da idade.
Apenas somos movidos pelo desejo 
que sabemos sentir ainda, 
na maneira que conseguimos manejar 
estas emoções afloradas em nós.

Se cada um de nós, 
não olhasse em seus espelhos o exterior 
e sim a alma, benditos espelhos 
que encontramos em nossas mentes.
Poderíamos ser felizes a toda hora, 
em todo momento, em cada suspiro e pensamento.

Vamos nos olhar de maneira diferente, 
somos carne e sangue, somos alma e espírito por dentro, 
enxerguemos melhor nossas habilidades e nuances.
Não amemos apenas pelo que somos ou pelo que vemos,
são apenas reflexos de luz.

Gerson Araujo Almeida

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Gelo no balde de alumínio


Enrosca em mim, se ata
Cola tua face na minha, 
ouça meus apelos.
Meus pelos, arrepiados agora, suplicam...
Quer sentir tua paixão desmedida.
Nunca foi mentira o que te falei,
que assumia todos os riscos desta nossa união.
Secreta e inviolável, pode estar segura, 
nada de mim será declarado.

Vem, assim que puder, espero.
Vou encher duas taças do melhor vinho.
Ponho gelo no balde de alumínio sobre a mesa, se desejar.
Refrescar teus lábio, 
derramar onde quiser para sorvê-lo com prazer.

Meu bem querer, minha paixão, 
minha amante, te quero como antes.
Quero te cobrir de beijos e desejos, 
uma boca que reclama tua falta,
teus carinhos, teus secretos beijos.

Nada nos impede, 
renovemos sempre nossas preces, 
para que tudo dê certo.
Ainda vamos realizar nossos sonhos, 
mesmo que o tempo nos faça duvidar.
Ainda vamos intensamente, nos amar.
  
Gerson Araujo Almeida

domingo, 4 de janeiro de 2015

Saudade, manchas e pintas.


Saudades de você, 
de tuas marquinhas,de tuas pintinhas, 
da minha mão cobrindo você.
Apenas olho naquela foto, 
que me mandou naqueles dias,
dias de suculentos desejos, 
de paixões assumidas, 
realizadas por ambos.
Imagino o calor que produzimos 
e nossas mãos molhadas de suor e desejos,
alimentados fomos.

Madura e ainda bem capaz de me satisfazer,
realizando minhas vontades e desejando que a vida 
nos fosse diferente.
Nossos caminhos separados, 
trilhados pelo destino, cria muros altos.

Não se afaste, não se prive dos desejos e vontades, 
que podemos criar,
nossas mãos, ferramentas e brinquedos 
que usamos a nosso bel prazer.
São oportunas e eficazes, 
mostram o quanto ainda somos capazes de sentir,
de tocar e realizar vontades.

Manchinhas e pintinhas, 
pele calejada que o tempo não perdoa, 
ainda pode transformar em veludo moreno, macio e ardente.
Supra tuas carências, vou estar aqui a espera...

Gerson Araujo Almeida