sábado, 26 de abril de 2014

TE ESPEREI


Te esperei todas as noites,
meu coração te chamava lentamente até eu perceber que você não estava lá.
Corri os olhos perdidos em cada janela e não te encontrava,
sentia-me viva mas, do teu amor, necessitava.

Mesmo com vento contra, te sentia como uma fina brisa,
via-me perdendo o controle do meu corpo e a necessidade do teu fervente olhar,
em cada curva do corpo meu.

Eu delirava com tua ternura ao me olhar e entregava-me perdidamente a você,
você, contemplava-me com tuas doces palavras.
Já não me via só, percebia que éramos dois em um pensamento só.

Para saciar-nos de tanto desejo, que só nós poderíamos sentir em nossos silêncios,
meu corpo deslizava perdidamente em sintonia ao seu.
E conseguia perdidamente sentir o pulsar de nossos corações em cada entrega.
Pude ver ali que te amava perdidamente porque, te esperei por toda vida.

Josiane Ramos
www.facebook.com/josiane.mramos


segunda-feira, 21 de abril de 2014

Vinte um de abril


Em vinte um de abril, a terra se estremecia
o povo se lastimava, o céu de luto cobria.
As dez e vinte da noite, Tancredo Neves morria

O seu povo brasileiro que muito tempo não via,
devido a sua doença, da terrível epidemia.

o povo pedia a Deus e o filho da virgem Maria,
que levasse a alma dele para sua companhia,
e deixasse com Sarney toda sua sabedoria.

O Sarney por sua vez, quis as coisas melhorar,
subiu o pão e o leite para o pobre não poder comprar.

As mães que tem filhos, ganham pouco mau dá para alimentar
do jeito que as coisas andam, pior parece que não vai ficar.

Alcides Oscar Ramos
(falecido pai de Josiane Ramos)

Teu beija-flor..., teu beijo entregou.


Nada mais surpreenderia-me, que um beija-flor,
trazendo um recado seu e não mais sai-se do meu quintal.
Sem maldade, aprisionaria-o na esperança,
que sem minha resposta você por aqui aparecesse.
Para saber se deixou-me de fato teu recado,
a mim destinado.

 Colocaria-o numa gaiola, embora saiba que isso é mortal,
beija-flores não podem ficar condenados, aprisionados.
Nem mesmo na minha mão, poderia detê-lo,
seria um sacrilégio, prendê-lo.

Porque não faz o trabalho dele e vem você mesmo.
Te receberia com todo carinho, mesa posta, um bom vinho.
Tudo que mereces, todas as benesses que julgo merecerdes.
Nada ostentoso, apenas trivialmente romântico e delicado, nada pomposo.
Assim como um beijo em teu rosto, um afago, um apartado abraço,
para nunca mais te perder.

Já que ele, o beija-flor, não posso ao meu lado reter,
te prenderia de todas as formas que me vêem a mente.
Uma camisola transparente, uma sessão de beijos ardentes,
uma alcova aconchegante, livros na estante, romances luxuriantes.
Tudo para aumentar tua libido. 

Sei que pareço ser bastante atrevido,
não meço esforços, quando conquisto uma mulher e você,
 prendeu-me sem saber, deixou-me interessado e busco por ti ser amado.

Por hora, ficarei com teu beijo, que trouxe-me teu beija-flor.
Ele não para..., esvoaçante e alegre, suga o néctar de minhas flores,
do jardim florido da entrada.
Adoraria te ter aqui e deixá-lo partir.

Gerson Araujo Almeida


Descobrimento do Brasil


Diário de bordo - Pero Vaz de Caminha narra: 

" - Depois de dias navegando, a 21 de abril de 1500 os marujos estavam eufóricos, corriam para a murada das naus, com intuito de descansar a vista sob algum ponto de terra no horizonte. Os lusitanos encontraram no mar algas chamadas de botelho ou rabo de asno, numa quantidade muito grande. Foram 44 dias de uma jornada mar adentro, em busca de um novo mundo. A quarta-feira, 22 de abril de 1500, foi abençoada pelo aparecimento de gaivotas que os homens chamam de fura-buchos e são sinais certos de continente próximo. Neste mesmo dia, a horas de véspera (período de entre 15:00hs e o pôr do sol), houvemos vista de terra! A saber, primeiramente de um grande monte, mui alto e redondo, e de outras serras mais baixas ao sul dele (...).  A terra plana com seu denso arvoredo chamada de Terra de Vera Cruz. O monte avistado pelo capitão Pedro Álvares Cabral foi chamado de Monte Pascoal, pois a Páscoa havia sido celebrada no domingo anterior. Pela manhã (dia 23), as âncoras foram lançadas próximo à boca de um rio. Entre sete e oito homens apareceram na terra. Parados, nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Traziam arcos nas mãos (...). 


Nicolau Coelho, considerado um dos maiores navegadores de todos os tempos, faz sinal para os índios baixarem seus arcos, e eles atendem. Além da barreira da língua, o mar agitado também interrompeu a tentativa de comunicação. Mas o contato amistoso foi mantido. Os lusitanos presentearam o gentio com barretes (gorros) vermelhos, carapuça de linho e chapéu. Receberam em troca cocar indígena e colar de contas. A esquadra se dirige, na direção norte, na tentativa de encontrar "alguma brigada e bom pouso". Lenha e água eram as necessidades essenciais dos homens. Uma baía, capaz de abrigar a esquadra, foi encontrada. Hoje (24)". (Este local é conhecido como baía Cabrália).


O piloto da nau capitânia, Afonso Lopez, leva dois homens a bordo. A inocência destas criaturas e seus beiços furados por ossos chamaram a atenção dos portugueses, o colar de Cabral e o castiçal de prata são apontados pelos nativos que também indicam a terra como se quisessem dizer que o "novo mundo" tinha mistérios. Mas, a eles, as riquezas eram desprezadas, enquanto as contas do rosário lhe eram muito mais atrativas. Nicolau Coelho e Bartolomeu Dias vão em terra e levam os índios de volta. Dois degredados, Afonso Ribeiro e outro com nome desconhecido, são enviados a terra para saber como vivem os indígenas, os dois convidados portugueses desembarcam e vão esconder seus presentes". Cerca de 20 nativos permanecem na praia, ajudando a encher tonéis com água. Dias e Coelho distribuíam miçangas aos índios. Chamam a atenção de Caminha os trajes usados pelos indígenas. Um de mais idade, cheio de penas no corpo, lembrava São Sebastião. Naquela tarde (25), eles desceram num ilhéu grande" (banco de corais).

http://www.tribunadonorte.com.br/

domingo, 20 de abril de 2014

Meu tema é sempre você


Nem sempre palavras me chegam. 
Não é toda hora que consigo escrever, 
fico a procura do tema, mas ele me escapa. 
Tento comunicar-me, tento rabiscar, tantos papéis rascunhar, lápis apontar. 
Não encontro minha borracha, se perdeu..., que me importa agora... 

Não vais poder estar aqui, só mais tarde quem sabe, 
consiga me encontrar. 
Bater na minha porta, gritar meu nome, 
abrirei minha janela.
Aceno-te, um beijo te mando, convido-te, venha meu amor. 

Furtivas tardes de encontro, deleitamos-nos com paixões. 
Vivemos nossos momentos, aquecemos nossos corpos 
Carícias e beijos em segredo, amantes que se doam, 
almas que se alimentam de amor. 
Luxúria que sentimos, desejos que provamos, 
prazer que nos esgota, relaxantes momentos inconfessos. 

Acho que me veio à inspiração, sempre que penso em você. 
Uma centelha se manifesta, esta é minha forma de criar 
Levar você dentro do peito, coração que bate por ti enamorado 

Novas palavras se formam, espero que toquem teu ser 
Outras frases impróprias, vou apagar, 
as quero sussurrar em teu ouvido, estas não quero que sejam escritas. 
Apenas você saberá o seu teor, 
venha logo meu amor, nosso ninho de amor, está vazio. 

Gerson Araujo Almeida 

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Ciclos em nossas vidas


Do blog da Soraya

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final... Se insistimos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechamos portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já acabaram.
    
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que aconteceram conosco. O que passou não voltará, não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
    
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas. Tudo nesse mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração..., e ao desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
    
Deixe ir embora. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa, nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
    
DEIXE DE SER QUEM ERA E SE TRANSFORME EM QUEM É.

Soraya Lessa
http://sosgataborralheira.loveblog.com.br/