segunda-feira, 28 de abril de 2014

Sentimentos de alma.


Como gostaria de suas mãos poder sustentar,
nas emoções te guiar, seu amor retribuir,
que dedicas, com tanta ternura, a mim.
Mas, no momento só o amor de amiga, poderá ter,
não sei se estou te magoando mas, 
aprendi que para sermos felizes só dando de nós mesmo, o melhor,
que é o amor que nos ensinou, Deus.
Amar ao próximo como a si mesmo.

Sei que é difícil existir um amor tão puro, 
quando só se vê a matéria mas, quando conhecemos a alma podemos, 
distinguir a essência de se doar por inteiro.
Disseste-me que meus olhos te indicam o caminho há seguir 
e quero permanecer há te guiar mesmo quando meus olhos não conseguirem te alcançar.
Porque sei que será guiado pela sombra da minha alma.
Mesmo quando estiver perdido, 
meus lábios proclamarão a ternura do afeto que tenho por ti como amiga.

E com a inspiração de te manter de pé nessa jornada, 
meu coração te acolherá em cada momento de angustia.
Mesmo que não tenha percebido, 
eu sempre estava ali, como você.  
Dizia a nossas almas, atada uma a outra.

No momento mais importuno da nossas vidas
é muito bom sentir-se amada, mesmo que seja amor de almas.
O pior é não poder corresponder da mesma forma.
Doí como se rasgasse por dentro, e não podermos cicatrizar.

Com a beleza do amor que foi dedicado a nós,
talvez seja somente um encontro como dizem.
Mas, é triste ver uma alma que reflete luz e dá vida na escuridão, 
não poder transferir há quem dedicou tantas palavras de amor.

Não te dei ilusão por que não seria justo conosco, 
talvez a solidão não seja uma boa companhia mas, 
é a melhor forma de refletir e conhecer uma alma perfeita enquanto em silêncio, se fica.

Minha alma chora por não poder fazer pulsar seu coração,
e dar vida a tua que a minha, deseja tanto.

Josiane Ramos
www.facebook.com/josiane.mramos


domingo, 27 de abril de 2014

POR QUÊ?


Do Blog da Carmem
Por quê?

Por que a perda nos dói tanto?
 Rasga o peito e dilacera o coração?

Por que eu não consigo parar de chorar?
 Eu sei tanto e nessas horas eu não sei nada?
 Me pego lamentando e resmungando pelos cantos?

Não seria mais fácil aceitar de uma vez que tudo é passageiro e nada é permanente?
Não seria mais fácil acreditar que amanhã tudo se renovará?
Que amanhã ganharemos e a perda já não terá significado algum?

Por que insistimos no sofrimento, enquanto a felicidade nos acena no horizonte?

Por quê?

Carmem de Vasconcellos
http://carmemdevas.arteblog.com.br/82/


sábado, 26 de abril de 2014

PENSE


Do Blog da Soraya

Ninguém é dono de sua felicidade, por isso não entregue sua alegria, sua paz, sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém. Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.

A  RAZÃO DA VIDA É VOCÊ MESMA.
A tua paz interior é a tua meta de vida, quando sentires um vazio na alma, quando acreditares que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, remete seu pensamento para os teus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe em você.

PARE DE COLOCAR A SUA FELICIDADE CADA DIA MAIS DISTANTE DE VOCÊ.
Não coloque o objetivo longe demais das suas mãos, abrace o que está ao seu alcance hoje. Se andas desesperado por motivos financeiros, amorosos, familiares, busca em teu interior resposta para acalmar-te, você é reflexo do que pensas diariamente.

PARE DE PENSAR MAL DE VOCÊ MESMO E SEJA SEU MELHOR AMIGO SEMPRE.
Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar. Então abra um sorriso para aprovar o mundo que te quer oferecer o melhor. Com o sorriso no rosto, as pessoas terão as melhores impressões de você e você estará afirmando para você mesma que está pronta para ser feliz. Trabalhe, trabalhe muito a seu favor. Pare de esperar a felicidade sem esforços. Pare de esperar das pessoas aquilo que nem você conseguiu conquistar. Critique menos, trabalhe mais e nunca se esqueça de agradecer.

    A GRANDESA NÃO CONSISTE EM RECEBER HONRAS MAS EM MERECÊ-LAS.

Soraya Lessa
http://sosgataborralheira.loveblog.com.br/25/




TE ESPEREI


Te esperei todas as noites,
meu coração te chamava lentamente até eu perceber que você não estava lá.
Corri os olhos perdidos em cada janela e não te encontrava,
sentia-me viva mas, do teu amor, necessitava.

Mesmo com vento contra, te sentia como uma fina brisa,
via-me perdendo o controle do meu corpo e a necessidade do teu fervente olhar,
em cada curva do corpo meu.

Eu delirava com tua ternura ao me olhar e entregava-me perdidamente a você,
você, contemplava-me com tuas doces palavras.
Já não me via só, percebia que éramos dois em um pensamento só.

Para saciar-nos de tanto desejo, que só nós poderíamos sentir em nossos silêncios,
meu corpo deslizava perdidamente em sintonia ao seu.
E conseguia perdidamente sentir o pulsar de nossos corações em cada entrega.
Pude ver ali que te amava perdidamente porque, te esperei por toda vida.

Josiane Ramos
www.facebook.com/josiane.mramos


segunda-feira, 21 de abril de 2014

Vinte um de abril


Em vinte um de abril, a terra se estremecia
o povo se lastimava, o céu de luto cobria.
As dez e vinte da noite, Tancredo Neves morria

O seu povo brasileiro que muito tempo não via,
devido a sua doença, da terrível epidemia.

o povo pedia a Deus e o filho da virgem Maria,
que levasse a alma dele para sua companhia,
e deixasse com Sarney toda sua sabedoria.

O Sarney por sua vez, quis as coisas melhorar,
subiu o pão e o leite para o pobre não poder comprar.

As mães que tem filhos, ganham pouco mau dá para alimentar
do jeito que as coisas andam, pior parece que não vai ficar.

Alcides Oscar Ramos
(falecido pai de Josiane Ramos)

Teu beija-flor..., teu beijo entregou.


Nada mais surpreenderia-me, que um beija-flor,
trazendo um recado seu e não mais sai-se do meu quintal.
Sem maldade, aprisionaria-o na esperança,
que sem minha resposta você por aqui aparecesse.
Para saber se deixou-me de fato teu recado,
a mim destinado.

 Colocaria-o numa gaiola, embora saiba que isso é mortal,
beija-flores não podem ficar condenados, aprisionados.
Nem mesmo na minha mão, poderia detê-lo,
seria um sacrilégio, prendê-lo.

Porque não faz o trabalho dele e vem você mesmo.
Te receberia com todo carinho, mesa posta, um bom vinho.
Tudo que mereces, todas as benesses que julgo merecerdes.
Nada ostentoso, apenas trivialmente romântico e delicado, nada pomposo.
Assim como um beijo em teu rosto, um afago, um apartado abraço,
para nunca mais te perder.

Já que ele, o beija-flor, não posso ao meu lado reter,
te prenderia de todas as formas que me vêem a mente.
Uma camisola transparente, uma sessão de beijos ardentes,
uma alcova aconchegante, livros na estante, romances luxuriantes.
Tudo para aumentar tua libido. 

Sei que pareço ser bastante atrevido,
não meço esforços, quando conquisto uma mulher e você,
 prendeu-me sem saber, deixou-me interessado e busco por ti ser amado.

Por hora, ficarei com teu beijo, que trouxe-me teu beija-flor.
Ele não para..., esvoaçante e alegre, suga o néctar de minhas flores,
do jardim florido da entrada.
Adoraria te ter aqui e deixá-lo partir.

Gerson Araujo Almeida


Descobrimento do Brasil


Diário de bordo - Pero Vaz de Caminha narra: 

" - Depois de dias navegando, a 21 de abril de 1500 os marujos estavam eufóricos, corriam para a murada das naus, com intuito de descansar a vista sob algum ponto de terra no horizonte. Os lusitanos encontraram no mar algas chamadas de botelho ou rabo de asno, numa quantidade muito grande. Foram 44 dias de uma jornada mar adentro, em busca de um novo mundo. A quarta-feira, 22 de abril de 1500, foi abençoada pelo aparecimento de gaivotas que os homens chamam de fura-buchos e são sinais certos de continente próximo. Neste mesmo dia, a horas de véspera (período de entre 15:00hs e o pôr do sol), houvemos vista de terra! A saber, primeiramente de um grande monte, mui alto e redondo, e de outras serras mais baixas ao sul dele (...).  A terra plana com seu denso arvoredo chamada de Terra de Vera Cruz. O monte avistado pelo capitão Pedro Álvares Cabral foi chamado de Monte Pascoal, pois a Páscoa havia sido celebrada no domingo anterior. Pela manhã (dia 23), as âncoras foram lançadas próximo à boca de um rio. Entre sete e oito homens apareceram na terra. Parados, nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Traziam arcos nas mãos (...). 


Nicolau Coelho, considerado um dos maiores navegadores de todos os tempos, faz sinal para os índios baixarem seus arcos, e eles atendem. Além da barreira da língua, o mar agitado também interrompeu a tentativa de comunicação. Mas o contato amistoso foi mantido. Os lusitanos presentearam o gentio com barretes (gorros) vermelhos, carapuça de linho e chapéu. Receberam em troca cocar indígena e colar de contas. A esquadra se dirige, na direção norte, na tentativa de encontrar "alguma brigada e bom pouso". Lenha e água eram as necessidades essenciais dos homens. Uma baía, capaz de abrigar a esquadra, foi encontrada. Hoje (24)". (Este local é conhecido como baía Cabrália).


O piloto da nau capitânia, Afonso Lopez, leva dois homens a bordo. A inocência destas criaturas e seus beiços furados por ossos chamaram a atenção dos portugueses, o colar de Cabral e o castiçal de prata são apontados pelos nativos que também indicam a terra como se quisessem dizer que o "novo mundo" tinha mistérios. Mas, a eles, as riquezas eram desprezadas, enquanto as contas do rosário lhe eram muito mais atrativas. Nicolau Coelho e Bartolomeu Dias vão em terra e levam os índios de volta. Dois degredados, Afonso Ribeiro e outro com nome desconhecido, são enviados a terra para saber como vivem os indígenas, os dois convidados portugueses desembarcam e vão esconder seus presentes". Cerca de 20 nativos permanecem na praia, ajudando a encher tonéis com água. Dias e Coelho distribuíam miçangas aos índios. Chamam a atenção de Caminha os trajes usados pelos indígenas. Um de mais idade, cheio de penas no corpo, lembrava São Sebastião. Naquela tarde (25), eles desceram num ilhéu grande" (banco de corais).

http://www.tribunadonorte.com.br/