sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Vou resgatar meu sorriso


Vou resgatar meu sorriso, 
 procurando ser mais razão 
 e menos coração.
   Acabei deixando meu sorriso, 
 em algum lugar do passado. 
 Deixei-me envolver com o modo ditador da vida,  
esquecendo de que era totalmente inocente. 

De página virada esqueci que a vida continua, 
 nem sei se guardou o sabor do meu beijo. 
 A saudade que sinto no peito,
  se transformou num inferno em mim, 
 e o vento não levou os ecos de outras eras 
 e perdi meu sorriso. 

 Acreditei ser fragmentos de amores não correspondidos, 
paqueras tortas e baladas insanas. 
Hoje sei que não sou esses fragmentos, 
 vou deixar meu corpo falar das delícias sem culpa, 
 do sabor amargo dos paraísos mal resolvidos. 

"- Ah! Que vida despudorada onde se ama 
 ou se odeia e a vida continua..."

Hoje formada na "Academia da Vida"
 quero embarcar no "Expresso do Por do Sol",
 em busca do meu sorriso. 
 Me permitir ser mais coração e menos razão. 
Já sei viver sem confusões, 
 e remodelar emoções, ser mulher, 
e ser guerreira. 
Reconhecer a bola da vez. 

Peço que guardes o sabor do meu beijo, 
as cores do arco-iris, uma canção de amor. 
 Que brinde ao "Memorial da Vida"
 que pode ser um festival inesquecível. 
 E a vida..., a vida não para nunca, 
 sei que guardou consigo o meu sorriso, 
 embalado em fitas de cetim. 
 Prestes a me devolver a qualquer momento, 
 pois me ensinou que o que é meu às minhas mãos virá.

 Relth Ivone
www.facebook.com/relthivone

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

O destino trouxe você.


Trouxe-me, o destino a tua morada, no balcão busco avistar você.
Quis o destino que eu te admira-se aqui de baixo. 
Queria poder envolver-te, abraçar-te..., estas paredes galgar.
Pudesse eu o tempo mudar, nele viajar, 
retornar a tua juventude, a tua cidade, 
onde inocente, displicentemente, brincavas. 

Convidar-te-ia para sairmos..., 
no parque, no quintal, sei lá, acolá, contigo brincar. 
Além de teus muros, pela rua da cidade natal, 
passear como dois namorados, abraçados, 
na flor da idade, sem maldade ou pecado. 

Oh!, Ingrato destino, só agora me revela, 
este amor, doce quimera, esta mulher tão bela. 
Que me roubou o coração, meus sentidos, a razão. 
Que habita minha alma, me rouba à calma. 
Já não suporto sua ausência, por vezes peço: 
"- Clemência! Me traga seu carinho...! 

Seu amor, sua ternura, mais perto quero sentir. 
A cada dia, ser diferente não poderia. 
Quero que esta paixão repentina, 
domine-me e escravize-me.

Seja a minha adorada, 
mulher de meus caprichos. 
Realizadora de minhas fantasias. 
Quero ouvir de ti tuas súplicas, 
teus pedidos de carinho. 
Dar-te-ei o melhor de mim, 
o amor que flui de meu corpo. 
Tantas vezes puder o farei, 
não sei quanto tempo poderei, 
mas, o terás com certeza. 

Não devo maldizer o destino 
Ele é soberano e sábio 
Outrora, quem me garantiria o seu amor. 
Quem saberia dizer que me apaixonaria por você, 
eleita fostes para viver este amor. 
Amor que se firma e raízes cria. 
Vivamos o momento sem receio, nos entreguemos aos devaneios... 

Gerson A Almeida 
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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Lábios que meu nome, sussurra


Estes lábios que meu nome, sussurra.
Por momentos breves, tão intensos, soam leves. 
A espera embora longa, nunca termina ao que parece. 
Vagarosamente passam as horas, não termina esta angústia infinda. 
Não nos basta uma noite, ainda bem que amanheceu, 
inicia-se um novo dia. 

Ver tua alva pele, saber que estais sempre a minha espera. 
Para viver estes momentos felizes, breves, porém belos. 
Intensos e calorosos, amor que é trocado, doado. 
Na reserva do teu quarto, na cama que nos deitamos. 
Sob os teus lençóis, aguardas sempre minha chegada. 

Mulher de meus anseios, de meus satisfeitos desejos. 
Da paixão realizada, da pele que enruga, 
do prazer e satisfação, de boca delicada. 
Lábios que meu nome, sussurra. 

Cada poro teu, leva o meu cheiro, meu aroma. 
Estamos impregnados. 
Uma batida que seja deste teu coração, 
será para mim destinada. 

Tenha a certeza, meu amor, 
eu me perco em teus domínios 

Amo você perdidamente, 
Mais e mais a cada dia, 
olhe a Lua, pergunte, ela te confirma! 

Gerson Araujo Almeida 
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sábado, 18 de outubro de 2014

Nossas páginas em branco.


O livro de nossas vidas, 
 não começou agora, 
temos muitas páginas em branco, 
 para continuar escrevendo nossa história. 
A vida jamais erra, 
 e se nos dá a oportunidade de escrever todos os dias, 
 é porque precisamos reconhecer nossos erros passados. 
Erros necessários, 
para que a gente amadureça, 
 e entenda que não somos infalíveis. 

As páginas em branco estão ali,
 para novos interesses, 
novas alegrias uma vez que, 
a vida se move constantemente todos os dias.
Embora não nos poupe da dor. 

Assim como a vida, 
 as páginas em branco do nosso livro, 
 devem ser aproveitadas todos os minutos. 
 Dar tempo à vida, 
aprender que tudo tem seu tempo, 
momento e hora mesmo tendo a liberdade,
 de escolher outros caminhos. 
Compreender que se não é possível, 
 realizar um sonho agora, 
 é porque não se fez a hora. 
 Entretanto, haverá outros sonhos em nossas mãos. 

Sonhos que nesse momento poderão, 
 nos fazer muito felizes, 
 para escrever no nosso livro. 
E que viver vale a pena. 

Relth Ivone
www.facebook.com/relthivone



domingo, 12 de outubro de 2014

Meu carrinho de rolimã.


De tábua comum,
feito artesanalmente, parafuso e pregos
e rolamentos de aço,
que chamávamos de rolimã.

Sempre andava lubrificado.
Apanhava, na garagem do fim da rua, 
óleo queimado. 
Com os colegas, 
subíamos as ladeiras do bairro 
e nos lançávamos..., ladeiras abaixo. 

Sem capacete protetor, 
sem joelheira, nem luvas..., 
eram muito caras. 
Nossas mães, apavoradas, 
nos olhavam dos portões. 
Acho que no íntimo, 
rezavam a seus deuses, 
pedindo proteção. 

Quase sempre um se machucava, 
era só levantar, jogar água 
e o ferimento secava. 
Embora as ralações ardessem, 
dos tombos frequentes, continuava. 

 Aos gritos: " - Sai da frente!"
aos transeuntes desatentos, 
nossa desabalada corrida, 
pelo menos meio dia rendia. 
As vezes desciam dois ou três de uma vez, 
ajudados pelos candidatos subsequentes, 
a nossa louca e desembestada descida. 
Ganhávamos assim, maior velocidade. 

 Manobras radicais eram frequentes, 
cavalos de pau, rodando em nossos eixos, 360 graus,
não tínhamos freios, era tudo na coragem.
Impressionavam as meninas que nos assistiam e torciam. 
Pés descalços, sujos e machucados, 
roupas rotas e bem sujas, 
eram nossos uniformes de competição, 
nada bonito ou luxuoso, 
quase sempre voltávamos piores ainda para casa, 
mas orgulhosos de nossas façanhas. 

 Como foi bom este tempo, 
muitos que ainda habitam este mundo, 
se lembram. 
Aos que se foram, 
muita saudade de nossas peripécias 
que hoje não permitiríamos a nossos filhos, 
seria loucura. 

 Gerson Araujo Almeida
www.facebook.com/gerson.araujo.5

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Uma vontade, uma saudade!


Uma vontade imensa 
 de me perder no seu abraço. 
Acho que  por conta da Primavera 
ou culpa das Estrelas. 

 Vontade de me encostar no seu ombro, 
 fechar os olhos e deixar meu coração falar. 
Esse coração que te ama tanto. 

 As palavras brotam em mim, 
como se extravasando por todos os poros. 
 Como um grito de liberdade 
 aos ventos que virão. 

Quero ficar no seu abraço, 
 sentir seu coração bater em meu peito, 
 assim juntos e misturados. 
 Curar essa ferida que dói 
 e que se chama saudade. 

 Saudade de tudo o que fomos 
 e de tudo que não seremos. 
 Uma vontade imensa de dançar com você 
a nossa trilha sonora, 
 rir das pequenas coisas 
 e até fazer amor de madrugada.... 

 Olhar para você, 
 olhar em seus olhos. 
Olhar não tira pedaço, que pena! 
 E nessa história sem fim, 
 uma lição de vida vou guardar. 
 O brilho do seu olhar. 
 O seu sorriso, pois seu coração 
 e sua vida não pertencem mais ao meu destino.

Relth Ivone
www.facebook.com/relthivone