quarta-feira, 4 de junho de 2014

Uma nação de iguais.


Há uma velha canção que diz: 
 -"Não fira meu coração..., não vou ferir teu coração..." 

Não posso ferir um coração tão sofrido e doido, 
 que apenas deseja seu espaço e seu lugar ao Sol. 
Uma "Nação de Iguais" não dita conceitos ou preconceitos. 
Apenas recebe os que chegam cobertos em suas vestes, habitando sob suas peles. 

Aceita todas as raças e tenta compreender suas crenças,
não questiona a cor da pele, 
isso é matéria e sabe que a alma é o infinito que pertence ao Criador. 
Não explica ou tenta justificar,  
a alma de mulher presa ao corpo de um homem,
 ou um homem num corpo de mulher... 

São mistérios e diversidades da natureza que dá liberdade à vida. 
Se há coisas inexplicáveis na vida, 
numa "Nação de Iguais"
 que viva o negro, o branco, o oriental , 
o ocidental, o homossexual, feliz em sua busca, 
sua integridade em sua liberdade. 

Ferir ou não ferir corações, não podemos,  
já somos feras feridas com naturezas  diferentes e mutações. 
Uma "Nação de Iguais"  busca uma relação fraterna. 
Onde o respeito mútuo possa trabalhar essa realidade, 
numa luta de amor e ódio, na busca de um ideal. 
Cercados que somos de tantas imperfeições,
somos apenas mortais. 

Relth Ivone
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terça-feira, 3 de junho de 2014

"- Sou filha do Sol e da Lua!"


"- Sou filha do Sol e da Lua!" 
Sou uma criança grande, 
cheia de amor, de idéias e sonhos, 
saboreando cada fase da Lua.
Num humor bipolar, 
sou ainda pedra bruta, 
um diamante a lapidar. 

Não queira me prender beijos, 
não deixe de me encher com teus mimos. 
Mostre-me a qualidade da sua doçura. 
Permita-me que brinque com as armas da sedução, 
de repente tudo se transforma. 

"- Tudo ou nada!"
Não sei lidar com metáforas ou argumentos, 
sei apenas ser instinto, amor ou paixão. 
Medo da liberdade, da restrição,
seguir o horizonte e do lado criança, 
que ainda vê em alguns momentos a vida cor-de-rosa. 

"- Sou filha da noite, sou filha do dia!" 
Construí castelos na areia, brinquei de rainha. 
Se quiseres meu amor, aprende a ser paciente, 
pode nem ser para sempre. 
Talvez uma noite ou um dia... 
Humor, erotismo e encanto, não poderão faltar!

Relth Ivone
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Teus infundados receios


segunda-feira, 2 de junho de 2014

AOS POUCOS VOCÊ ME PERDEU


Você não se deu conta que não tenho uma vida contigo, 
vivo  na solidão perdida, enquanto com seus amigos se divertia, 
 minhas angustia e minhas dores na solidão, não via.

Quando choro, 
meu coração sangra e não percebes, por que só olhas para si mesmo! 
Não vê que sou um pássaro com sede, 
numa gaiola aprisionado com o amor, 
que nunca consegui na verdade, ter. 

Seu egoismo é tanto, 
que não percebe que um pássaro preso e com sede, 
pode aos poucos morrer e não conseguir mais voar.
Eu clamo por liberdade mais ela não vem, 
respiro como se fosse o último suspiro, 
mais você não vê!

Seu ego é tão grande que não é capaz de ver como é lindo o voo de um pássaro livre, 
Sinto-me acorrentada pelos pés e algemada numa gaiola, 
que você faz questão de manter, 
mesmo sem que eu queira, 
não escuta meus gritos de socorro e nem minhas lagrimas que caem.

Você não consegue secá-las!
Porque não me quer viva e livre?  
Prefere-me morta e trancada na gaiola para contemplar. 
Mas, um pássaro preso não tem canto, 
não tem voo, vai morrendo aos poucos.

Ai! Você vai perceber que já tinha me perdido há muito tempo, 
e o que enxergava era só uma sombra do que já fui um dia, 
e não volta mais. 

Sabe quando me perdeu?
Quando parou de me contemplar com aqueles olhos, 
que me conheceu um dia, 
e fazia questão de exibir-me como se seu troféu fosse.
 Perdeu-me por que pensou que já tinha ganho meu coração, 
quando na verdade já tinha perdido com suas palavras ofensivas. 
 Me levava ao chão com insultos da sua bebida, 
 Não via que os poucos eu me fechava e mim.

Josiane Ramos
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domingo, 1 de junho de 2014

De malas prontas.


É importante guardar numa caixinha em uma mala: 
O perfume da flor e um frasco do veneno de cobra... 

Leve também sementes da sua flor favorita. 
Assim, por onde passar poderá deixar futuras e lindas marcas pelo caminho. 
Mas, se acaso for preciso: 
"- Para a picada da cobra, terás o antidoto..."
Pois quando se almeja ultrapassar a porta do horizonte para a liberdade, 
não se sabe o que encontrará pelo caminho. 
Nada mais que pese na mala, 
 apenas uma valise de mão, 
 o passado, embale para presente com um laço bem bonito e deixe-o para trás, 
 passou e não existe mais. 

"- Firmeza!" 
Acredite no presente, 
 grave a certeza em sua mente de que em relação ao futuro: 
"- O que é seu às suas mãos virá, na hora e tempo certo".

Relth Ivone
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Homens são frágeis como flores.


Sempre cantaram os poetas, 
em versos e prosas, as mulheres. 
Deusas, Musas ou Divas, 
sua fragilidade e encanto, o perfume da pele. 
 Despem-se de suas peles e declamam o amor que sentem. 

Mas, e aos homens quem cantam e fazem poesia ou prosa? 
Quem fala dos seus valores, cheiros, medos e anseios, sua inerente fortaleza?

Homens são frágeis flores que se desmancham num sopro, 
têm sentimentos, dores e lágrimas e sentem amor verdadeiro. 
Precisam de mimos, amor e carinhos, 
induzidos numa cultura de que não podem chorar. 
Receber uma flor, um bombom ou um poema que lhes aqueça o caminho. 

São meninos, são garotos, são homens que receberiam num sentimento expresso, 
a influente forma que se possa entender que dentro de cada guerreiro, 
em sua maneira de ser, a um coração a bater.

Relth Ivone
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Canto do mar.



Ouvi o canto do mar que tanto encanta os marinheiros. 
Tão profundo o canto do mar. 

Visualizei com os olhos da alma a escuridão de suas profundezas. 
A quantidade de mistérios que escondem. 
Mas, a música, suave melodia constante e o doce encanto do canto das baleias que acalma, acaricia, embala como àqueles que buscam compreendê-las, é bálsamo. 

Ouvi o canto do mar enquanto brincava com sua ondas. 
Saudava o universo por sua infinita beleza, 
águas claras, águas escuras, seus tons de azul, suas tempestades e ao sal, tempero da vida. 
Parecia saudar os Orixás e suas oferendas. 
Saudando nessas águas,  pessoas de todas as raças e cultos. 
Em seu resplendor entoava um canto mágico em que nem mesmo às suas espumas,  
não revela seus segredos.

Relth Ivone
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