quarta-feira, 28 de maio de 2014

Deixe tuas cicatrizes em mim


Teu apetite na cama, merece ser saciado.
Quero mais uma noite, ficar ao teu lado.  
Inflama meu corpo, queima-me como brasa, deixa em mim marcas.
Cicatrizes... Me leve para tua alcova, teu ninho..., teu castelo. 
Já sabemos de cor teus segredos, deixe-me alisar teu pelos.  

Teu corpo não é inexplorado, tua paixão e volúpia, minha boca quer sentir.
Outro, já esteve em teus domínios e sucesso logrou. 
Teu suor, teu cheio, teu andar matreiro, desperta em mim, desejos.   
Tua nudez satisfaz-me, deixe-me olhar o teu brilho, 
tuas curvas, tuas ancas macias.
Teu quadril será meu apoio para a cavalgada desta noite.  
Cavalgar contigo..., eu  desejo e quero!   

 Sentir o doce mel, que derramas sobre meu corpo.  
Escorrega sobre mim, sorverei teu néctar em tua fonte fértil.  
Revigora-me os anos, sinto-me jovem contigo, linda mulher..., 
és dona do meu coração.  

Nua..., uma deusa que na terra impera.
Quente..., devora-me por inteiro, 
deixe-me envolto nas cinzas para que o vento leve, nada mais importa.
A não ser esta noite, quero me perder em você.
Transforma-me em teu objeto de desejos, crava em mim tuas marcas.
Deixe tuas cicatrizes em mim.

Gerson Araujo Almeida

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Uma parte da nossa história.


Como será o amanhã, 
quando pesquisadores estiverem analisando essa parte da nossa história? 
Buscando os motivos de uma juventude tão abandonada, 
perdida, sem ideais ou causa, tão largada. 

Da infância tiraram a inocência, 
dos jovens o bem mais precioso que poderiam herdar: 
"- A cultura, a liberdade, o direito de aprender a voar..." 

Tantas lutas, tantos ídolos, tanta boa gente, muitos fazem sequer questionar. 
Machado de Assis, Clarice Lispector, Erico Veríssimo, Aleijadinho e muitos mais. 
Tom, Vinicius, Jair Rodrigues e até mesmo Martinho da Vila,
que fala brincando mas, de maneira tão séria a História, 
a Geografia e ainda hoje, de nós..., tão pertinho. 

São tantos os nomes.... Mas o que temos? 
Jovens que sabem tudo e nada sabem. 
Não sabem falar, escrever ou pensar. 
Escolas de lata, escolas que aprovam, 
escolas estressadas, que se deixam levar. 

Celulares espalhados, informações não digeridas, 
erotização e sexualidades banalizadas.... 
Crianças adultas, adultos criança, famílias perdidas e sem meta nas mãos. 

A história é um ciclo que se repete, 
mas deixar eclodir uma geração tão condicionada ao caos, 
uma juventude tão sem brilho, alegria, raça ou garra, 
ignorada por poderosos exercendo seus poderes, 
brincando de pão e circo onde os marionetes deixam de viver para apenas existirem. 
(deixar eclodir).

Relth Ivone
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Há muita vida num bar.


É bom estar com amigos em volta da mesa de um "bar"
risadas soltas e leves, pesadas ou alegres. 
Cada qual com seu jeito, 
cada um com sua verdade e com sua história. 
No burburinho da noite tudo decola, 
flerta tímida ou abertamente, 
papos cabeça, idéias interessantes ou quentes. 

Tudo se transforma no universo de um "bar",
é preto no branco, em que todos parecem deixar a coisa rolar. 
Se fala de esportes, viagens, música, teatro, 
de cinema, política e psicologia, 
onde a filosofia tudo analisa ou finge não analisar. 

A mescla, essa miscelânea que vai de adolescentes rebeldes, 
meninas espevitadas, à interação de gerações que se cruzam como verdadeiras pérolas. 
Ao contrário do que se imagina, dentro desse mundo que é o território de um "bar",
com gente bonita, descolada, divertida e com bom nível cultural, 
o "bar" não oferece perigo. 

"- Não! Não oferece!"
Pois entre cervejas geladas, 
boa música que rola no vai e vem das bandejas e canções,  
que só sabe explicar... , o coração.
Ficam gravadas nas mesas que por ali passaram, 
pessoas comuns, pessoas que vão marcar uma época influenciando a vida de um país, ou não. 
Estar com amigos sentados em volta da mesa de um "bar" é sentir o bater dos corações e o tilintar da vida,
é também uma forma saudável e até muito divertida. 

Relth Ivone
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domingo, 25 de maio de 2014

Se acaso eu cair...


Segura por favor minhas mãos, 
pois sinto o quanto é cheia de curvas a estrada. 
Há caminhos difíceis para seguir sozinha, mesmo que precise. 
Que há muita coisa que se deve deixar pela estrada e quando nos sentimos no caminho, 
mil lembranças acabam por nos abraçar e fica difícil a escolha. 
Um beijo roubado, o despertar do sexo, as escolhas perdidas ou não, 
um amor não explicado que carregamos dentro da alma como se fosse verdadeiro..., erros e acertos. 

"- Ai! Que vida! Por quê a gente se perde no que foi a nossa?"

De repente nos assusta a síndrome do ninho vazio, 
filhos crescidos que nem mais precisam de nós. 
 Um medo repentino do nada, do tudo, 
de nos descobrirmos inteiros, que mesmo o amor, vale a pena... 
Não aquele amor convencional dos livros,
mas o amor que quebra todas as regras, 
que nos faz abandonar tudo e recomeçar um novo mundo.

Que o amor, só de amor já vale a pena. 
Muitos de nós perdemos anos e anos com amores que nem eram nossos, eram do mundo,  
nos prendemos a uma vida a qual anulamos sonhos e íntimos desejos,
de repente descobrimos que não houve vida, houve apenas existência. 

Há sangue em nossas veias gritando por vida, 
que vale a pena viver, que vale tentar, seguir o esboço. 
Olhar o horizonte e sentir que há mesmo um lugar bonito, 
se deixar envolver por um amor novo. 
Permitir que outras mãos vasculhem seu corpo, 
afinal você tem as chaves e só basta abrir as portas e as janelas, 
consentir que o sol entre e com ele novos amores,
 novas ilusões, um novo êxtase acontecer... 

"- Por favor, segure minhas mãos, olhe-me nos olhos e solta-me devagar... Se acaso eu cair, não importa, sei que você estará lá, ali ou aqui..., com seu olhar manso, sem críticas ou censura. Com a paciência dos sábios e o carinho de amigo, pronto a me segurar mais uma vez se preciso..."

Relth Ivone
www.facebook.com/relthivone

sexta-feira, 23 de maio de 2014

As mulheres que habitam em mim.


Sob minha pele habitam muitas mulheres,  
diferentes entre si, diferentes de mim. 
Meninas adolescentes, mulheres cabeça, confusas... 
Diferentes idades, alegres e tristes. 
Ora são damas, ora são...

Há dias em que me deixam desarvorada, 
todas querem algo ao mesmo tempo.
A menina que quer um brigadeiro, 
a adolescente quer apenas da alface... uma folha.
A negra linda em sua sensual e ardente ginga,
a loira que é fatal..., se sentem.
Quer uma saia esvoaçante e um batom vermelho quente. 
Entre a ruiva e a gueixa, 
a tímida e a ousada querem um espaço também. 

"São belas, lindas ou feias, 
 são comuns, fortes e valentes, são pequenas "Helenas..." 

As mulheres que habitam em mim são companheiras, são guerreiras. 
Cada uma traz em si o perfume e o espinho da flor e guardam consigo meu segredo. 
O calor do meu abraço, a verdade do meu sorriso, 
se há dor na minha lágrima ou o sabor do meu beijo. 

"As mulheres que habitam em mim". 

Sob minha pele habitam, diferentes entre si, de mim. 
Meninas, adolescentes, são mulheres cabeça ou confusas, 
de várias idades, são alegres, são tristes, 
 em alguns momentos são "Damas" em outros,  não... 

Há dias que me deixam desarvorada. 
A menina grita! 
"- Um brigadeiro! "
a adolescente apenas: 
"- Uma folha de alface!"

A negra linda em sua ginga ardente, 
 a loira que é fatal..., se sentem.
  "- Quero uma saia esvoaçante e batom vermelho quente!"

Muitas vezes se fundem entre si e me levam às compras, 
chego com sacolas e sacolas transbordando de coisas que nunca vou usar. 
Não são minhas essas coisas são delas... 
 São mulheres lindas e belas. 
São feias, são comuns, fortes e valentes,  são "Helenas"..., pequenas

 Mulheres que habitam em mim..., companheiras, 
 guerreiras, trazem em si o perfume, da flor o espinho.
 Guardiãs do meu segredo. 
Da intensidade do calor do meu abraço; 
 serenidade do meu sorriso, verdade da lágrima, minha.
 Do aroma da minha pele, do meu beijo..., o sabor

Relth Ivone
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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Eu te amo..., embora calado esteja.



Eu te amo, te amo calado. 
Não posso gritar, senão causo espanto, 
Acordos os pássaros..., os teus vizinhos. 
Vai em sobressalto, despertar-te... 
 A ultima coisa que quero fazer é assustar-te.

Não quero tirar-te a paz que reina em teus domínios..., vamos deixar por enquanto em segredo. 
Só vamos dizer aos outros que somos amigos..., um parente distante. 
Um admirador casual..., nada anormal. 

Quando ouvires algo estranho, alguém dizendo que estais diferente. 
Que estais sorridente, diga que é impressão. 
Nada mudou apenas o sol hoje brilhou, a cotovia cantou..., 
as rosas do teu jardim abriram-se majestosas, estão mais vermelhas. 
O ar está mais fresco..., se sente feliz. 

O amor quando chega, penetra devagar, 
vai se espalhando, dominando, se instalando. 
Quando menos percebemos caídos estamos,
perdidos..., docemente enamorados. 

Que sentimento este, tão forte e intenso. 
Marcante, penetrante..., suave e calmo. 
Muda o nosso pensamento, a nossa necessidade de compartilhar, de gritar. 
Mas, vamos com calma, vamos assimilar tudo isso e desfrutar a sensação. 

Amor..., saiba que em mim terás um admirador rotineiro, um fiel escudeiro. 
Que quer ter em você a sua fonte de carinho e inspiração, me dê sua mão, 
quero beijá-la em teu rosto tocar, te deitar onde menos esperar, impetuosos e ardentes,
amantes declarados, fieis em seus destinos...
Amar-te..., basta querer sentir teu peito, assistir o ritual do desejo, me colocar submisso... 

Gerson Araujo Almeida

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Ao homem que amei.


Enquanto você dormia, a vida acontecia, 
nem percebeu que eu crescia.

Acontecia... 
Enquanto os locutores comentavam os esportes, entre si,
 da rodada os gols, o tempo inteiro ligada, a TV.
Corridas, jogos, e você acordava..., dormia.
Acostumado ao alto som, 
nem percebia o quanto me perdia.

E assim, anos a fio, você acordava e não me via.
Sentia..., percebia algo diferente, 
mas não compreendia.

Como sempre dizia:
"- Quero o descanso do guerreiro!" 
Alguém que cuidasse dos seus sonhos e sono...

Com o passar dos tempos, risadas não mais se ouviam. 
Taças de vinho pela casa, espalhadas.
Não havia mais vida..., no sofá, no qual você ocupava num canto da sala. 
Chinelos ao lado, a cama vazia, 
uma troca de valores e assim eu te observava, 
crescia e você me perdia.

Cresci, cai, levantei..., 
mulher me tornei e você nem percebeu..

Hoje já nem sabe a quem culpar pelos seus dissabores, 
não sabe, nem sequer onde errou.
Enquanto você dormia, a vida acontecia, 
a mulher que amou crescia e uma nova vida, descobria.
Onde não tem como comportar você.
Quanta coisa acontecia enquanto a vida lá fora, passava.
E dentro da casa, você dormia.

Relth Ivone
www.facebook.com/relthivone