terça-feira, 23 de junho de 2015

Nossa casinha branca lá no pé da serra.


Aparei a grama em volta, plantei algumas rosas, rosas vermelhas da cor do teu batom que cobre teus lábios que quero o gosto provar. Neste inverno lá no alto o inclemente frio nos obrigará a ficar aconchegados, abraçados nas tardes frias e nas noites escuras, apenas iluminada pela Lua, quando o amor nos invade, nos leva as delícias que só o amor proporciona entre um homem e uma mulher.

Ainda não está pronta de todo, ainda requer alguns confortos, mas aos poucos ficará do jeito que imagina e quer. É pequena, um quarto dos nossos sonhos, onde vamos poder concretizar nossos desejos de amantes. uma sala com muitas janelas envidraçadas, onde poderemos avistar lá em baixo do barranco a estrada. O tapete da sala, bem macio onde poderemos rolar sem medo, ficar deitados cobertos apenas pela luz do luar indiscreto observando nossa nudez.

Nas manhães ensolaradas, na varanda elevada, com as jardineiras cobertas de flores poderá se aquecer da noite passada, bronzear seu corpo que tanto admiro e quero todas as noites. Mandei instalar um balanço. Nada irá nos importunar, apenas o canto dos pássaros, comporão as sinfonias, as melodias que nos brindará o raiar do dia. Em breve te trarei para nosso paraíso e contigo viver os melhores de nossos dias.

Sobre a mesa da sala uma jarra de flores, colhidas ao redor da casa, sempre estará a compor o ambiente, finas cortinas transparentes adornarão as amplas janelas, permitindo que a luz invada nosso ninho sagrado. Algumas frutas, algumas cartas que trocamos, estarão lá para que nunca esqueçamos as juras de amor que trocamos desde o dia em que nos conhecemos. Nossas promessas hão de se realizar.

Se tornará minha musa, minha fonte de inspiração madura, bela criatura que pelo poeta se apaixonou, tens carinho e dedica palavras delicadas e sonoras aos meus ouvidos. Não me canso de te ver e quero te compreender melhor. Lá, vais curar os teus ciúmes, concertar nossos corações. Em meio ao silêncio só nossos sussurros serão gritos. Adoro te deixar assim, louca de paixão, uma adolescente em meio a tanta luxúria. Precisas sentir meu cheiro, meu gosto, minha quentura. Como sugeriu nossa casinha branca nesta serra será nossa até o fim de nossos dias.

Só peço que espere um pouco mais.

Gerson Araujo Almeida

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